A História da Tatuagem no Brasil

A partir de uma matéria do site da Biblioteca Nacional que fala sobre a pesquisa de Silvana Jeha sobre a história da tatuagem no Brasil, descobrimos textos incríveis sobre o tema e uma verdadeira aula de história!

Selecionamos entre as referências citadas na matéria alguns trechos muito interessantes.  Não deixe de ler os textos completos, todos indicados nos links.  É muita informação sobre a nossa história e a tatuagem =)

1895

Machado de Assis escreveu em 1895 uma crônica no jornal carioca Gazeta de Notícias sobre um crime que envolvia um homem tatuado.
Leia a seguir um trecho do texto e a notícia completa clicando aqui.

“As tatuagens são todas ou quasi todas amorosas. Braços e peito estão marcados de nomes de mulheres e de symbolos de amor. Lá estão as iniciais de uma Isaura Maria da Conceição, as de Sarah Exaltina dos Santos, as de Maria da Silva Fidalga, as de Joaquina Rosa da Conceição. Lá estão as figuras de um homem e de uma mulher em colloquio amoroso; lá estão dous corações, um atravessado por uma setta, outro por dous punhaes em cruz…

(…) Eu para completar o juizo scientifico, mandaria ao mestre Lombroso copia das tatuagens, pedindo-lhe que dissesse se um homem tão dado a amores, que os escreveria em si mesmo, pode ser verdadeiramente assassino.”

— “A Semana”, Machado de Assis — Crônica sobre um homem tatuado para a “Gazeta de Noticias”, 28 de julho de 1895

A história da Tatuagem o Brasil

Foto: Acervo BNDigital

1904

O escritor e jornalista João do Rio, escreveu um crônica publicada  originalmente na revista Kosmos, em novembro de 1904  sob o título de “A Tatuagem no Rio”, o texto que aborda a prática da tatuagem no mundo e em seguida no Brasil,  onde o autor descreve os motivos e características das tatuagens nos brasileiros foi também publicado no livro A Alma Encantadora das Ruas em 1910 que você pode baixar aqui.  O trecho a seguir mostra a temática preferida dos negros brasileiros da época: crucifixo e a coroa imperial.

” Quase todos os negros têm um crucificado. O feiticeiro Ononenê, morador à Rua do Alcântara, tem do lado esquerdo do peito as armas de Xangô, e Felismina de Oxum a figura complicada da santa d’água doce. Esses negros explicam ingenuamente a razão das tatuagens. Na coroa imperial hesitam, coçam a carapinha e murmuram, num arranco de toda a raça, num arranco mil vezes secular de servilismo inconsciente:

— Eh! Eh! Pedro II não era o dono? “

A história da Tatuagem no Brasil

Foto: Acervo BNDigital

1923

Essa você não pode deixar de ler o texto completo! Veja aqui.
O jornal O Paiz em 1923 foi até o cais Pharoux, hoje conhecido como Cais da Praça Quinze de Novembro no Rio de Janeiro, entrevistar marinheiros. A idéia era descobrir o significado das tatuagens exibidas por eles.  Além de um breve relato sobre a história das tatuagens a matéria traz um relato quase poético sobre o significado dos desenhos na pele dos marujos.

“(…)marinheiros, que, debruçados sobre a balaustrada, tinham pendidos os braços marchetados de tatuagens, capazes de seduzirem os sêres humanos mais desprendidos da vida”
“(…)é difficil encontrar mulher tatuada. Encontra-se quasi que só em criminosas e, assim mesmo, em pequenas porções.”

— As Tatuagens dos Maritimos — Matéria no jornal O Paiz, 10 de Abril de 1923

História da Tatuagem no Brasil

Foto: Acervo BNDigital

1927

O jornal Correio Paulistano fez  em 1927 uma matéria sobre os presidiários do Carandiru e suas tatuagens .  A matéria longa e muito detalhada é o texto mais completo sobre  história da tatuagem entre os citados aqui. É muita informação histórica!  Pule a primeira parte se não quiser ler sobre a rotina dos presos e vá direto para o trecho Tatuagens no final da primeira página (continua na segunda). Foi difícil destacar os trechos a seguir entre tantos interessantes, por isso não deixe de ler o jornal! Clique aqui.

“Queremos dar aos nosso leitores algumas notas curiosas ácerca de tatuagens e tatuados extrahidas, quasi todas, do trabalho do dr. Corrêa de Toledo, que estudou o assumpto, demoradamente, no “Presídio do Carandiru”

“Entre nós os tatuadores são menos artísticos e os tatuados mais ignorantes.”

“No Panamá existe uma instalação desta natureza e são mulheres que se dedicam ao officio de tatuadoras em uma casa de tolerancia.”

— O Presídio do Carandiru — Matéria do jornal Correio Paulistano, 05 de Agosto de 1927

Historia da tatuagem no Brasil

Historia da tatuagem no Brasil

1972

O jornal Diário da Noite entrevistou em 1972 o dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen, conhecido como Tattoo Lucky o primeiro profissional a abrir um estúdio de tatuagem no Brasil, na zona portuária de Santos, em São Paulo, trazendo a primeira máquina elétrica de tatuagem para cá. Leia a matéria aqui.

“Tattoo Lucky tamém gosta de pintar. Seus quadros sofrem a influência das tatuagens que faz. Linhas tortuosas e de vivos coloridos ondulam e se entrelaçam, lembrando serpentes, caravelas e mulheres nuas que finca, com sua agulha elétrica, nos rudes e musculosos braços dos embarcadiços.”

— Matéria no jornal Diário da Noite de 1972 sobre Tattoo Lucky

História da Tatuagem do Brasil

História da Tatuagem do Brasil

 

É um maravilhoso relato histórico da tatuagem no Brasil.  Muita coisa mudou e outras continuam a mesma.

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